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Saturday, July 9th, 2005
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5:03 pm - Agur.
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Foi curto, foi ilusão, já passou. Um dia lembrei-me de ti porque quero fazer umas fotografias aí e tu és um engenheiro importante que me pode abrir algumas portas. Telefono-te e convido-te para um café e para falarmos de trabalho. Tu dizes que sim, que tem de ser antes das 6, que vais buscar os míudos ao colégio. Eu acedo. Ambos sabemos que ao longo destes 5 (ou serão 6?) anos tenho andado à deriva, não ato nem desato. Tu pelo contrário, ataste.
Vejo-te a atravessar a rua, mais velho, finalmente a idade apanhou-te!, penso, mas ainda com essa maneira de andar que me sabe a um regresso a casa. Sorris menos, noto de imediato. Mas sorris mais, também. Abraças-me, como sempre fazes. E como sempre, demoro meio pensamento no sentido absoluto desse abraço, do que poderia ter tido e não tenho. Beijo-te ao de leve na cara e contenho a vontade de dizer-te ao ouvido: serás sempre o meu palerma.
Será que, através da mesa do café, do barulho de fundo e da conversa circunstancial, saberemos o que perdemos? Despedimo-nos, não te lembras? Despedimo-nos sem olhar para a frente.
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current mood: sad
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